Publicaciones:
El Mar de Venus. Editorial Hijos del Hule. Barcelona (2010).
Ferro, el Muñeco de Hojalata que Quería ser un Niño con Corazón. Ediciones Gentle Noise. Barcelona (2011).
La Habitación de los Pájaros. Premio Relatos Románticos (2012). Publicación en antología Ese Amor que Nos Lleva, Ediciones Rubeo. Barcelona.
Microrrelato. (Antología). Epidermis. Barcelona (2012).
De tu boca, el despertar (poemario). Ediciones Carena (2013, Barcelona).
Todas las primaveras son pecado (poemario). Ediciones Carena (2016, Barcelona)


sábado, 15 de enero de 2011

VIDA E CARNE
Fui embora, para te procurar, mas só encontrei a mim mesma.
Sai procurando a vida, mas achei a certeza de que não a tinha.
Que, na verdade, só tinha morrido, mas não sabia.
Porque só sabia do meu amor, e ele tem apenas um sentido: a Ausência
Fale-me, morte minha, como fazer desse amor presença? Se os olhares não se tocam, se o espírito de tão leve não sente a carne.
Eu te amo, Carne. Igual que amo a minha existência.
Porque você só forma parte, mas eu formo parte entre outras coisas.
Porque você alimenta a minha alma de Vida.
Como os gatos, eu já tive várias vidas e não entanto nunca tinha perdido nenhuma. Até o dia em que, me olhando no espelho, chorei pela minha perda.
 ¿O que aconteceu comigo? ¿Onde foi parar o meu tempo?
O meu tempo tinha parado, mas agora me desafiava com o meu próprio reflexo: desconhecido.
Eu te amei. Não foi?
Não, porque você me desrespeita, e o seu desrespeito é tão grande que luta contra o seu próprio tempo.
A sua ingratidão é tanta que lhe dou as migalhas e você ainda quer o pão inteiro.
A sua insolência é tão sincera que até mentir por amor você pode.
Mas eu não queria...
Eu achava que o amor era só isso: Morte.
Mas eu... Eu estava enganada. Em realidade, eu queria amar sem estragar a Vida, nem magoar a Carne.

Alba Seoane

No hay comentarios:

Publicar un comentario en la entrada